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"Verão em Rildas" promove debate sobre função provocadora da arte

A tradição brasileira de produzir filmes híbridos ganha mais um representante. Assim como “A Cidade do Futuro” (2016), “Amor?” (2011) e “Baronesa” (2017), “Verão em Rildas” combina ficção e documentário para produzir efeitos dramáticos mais potentes e promover um debate mais agudo sobre os temas aventados.


Diferentemente dos filmes citado acima, “Verão em Rildas” é um projeto de alma universitária. Com atores não profissionais em sua maioria e influenciado diretamente por eventos que tem a rotina universitária como parâmetro, o longa de Daniel Caetano tem como objetivo ecoar o curso que ele ministrava na Universidade Federal Fluminense (UFF) e problematizar a relação da sociedade com a arte que a problematiza.


Um grupo de jovens decide organizar um festival de artes e esbarra nos entraves da municipalidade arredia a maiores manifestações da juventude. É a senha para que Caetano introjete em seu filme discussões sobre machismo, justiça social e violência contra a mulher.

Seu filme é mais um manifesto político do que uma peça de entretenimento ou uma reconstituição histórica, ainda que haja compromisso com esses conceitos.

Além de mostrar os bastidores por trás da organização do Festival Ostras Coisas, o longa aborda a polêmica Xerek Satânik, nome criado pelos próprios estudantes para uma festa que se realizou em maio de 2014, em seguida ao encerramento de um curso que se dedicava a estudar o tema “Corpo e resistência”.

Após uma performance que envolvia a inserção de uma bandeira na vagina da artista, o evento foi alvo de inquérito da Polícia Federal e investigação realizada pela própria universidade, gerando um debate acalorado entre conservadores e liberais. Em setembro deste ano, quatro anos após o evento, o Ministério Público Federal pediu arquivamento do processo por considerar a festa uma “manifestação artística”. (continua)

Mafalda Minnozzi retorna ao Brasil!

Já no mundo da música, a mundialmente conhecida Mafalda Minnozzi, que teve forte influência sobre a MPB, volta ao Brasil para uma apresentação única em São Paulo. Marcada para próxima quarta-feira (17) a apresentação da artista acontece na sala principal do Consulado Geral da Itália, no bairro da Consolação. Para interessados, a entrada será gratuita!

Sempre poética, Mafalda demonstra ansiedade para apresentação: “Tocar no palco é algo fundamental para revelar a essência do verdadeiro artista. É a chance de deixar para trás o mundo técnico, o engenheiro, o produtor, o arranjador, o contador e finalmente mergulhar nas emoções da plateia, dos aplausos e acima de tudo, das músicas”.

Erasmo Carlos ganha homenagem cheia de estrelas

Falando em MPB, a noite desta terça-feira (09) foi de muitas emoções para o cantor Erasmo Carlos. O Tremendão foi o grande homenageado do Prêmio UBC 2018, que reuniu uma trupe de músicos para cantar versões de seus sucessos. A cerimônia aconteceu no Rio e contou com shows de Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Emicida, Johnny Hooker, Ludmilla e muitos outros.

A escravidão em foco

Já na TV fechada, o tema é sério! Desde o século VII, a África foi o principal cenário do tráfico humano mundial. A série “Rotas da Escravidão”, que estreia com exclusividade no canal Curta!, revela, ao longo de quatro episódios, os caminhos do comércio de escravos e como a África se tornou o epicentro dessa tragédia social. 

O primeiro episódio conta 700 anos de história e como as populações africanas se tornaram a principal “matéria-prima” do tráfico de escravos. Marcado para estrear na próxima sexta-feira (19), às 23h00, personalidades de destaque como Ney Matogrosso, Jorge Mautner e Ruth de Souza estão confirmados como entrevistadores no projeto.

História em quadrinhos chega a outro patamar

No ramo literário, Kate Evans ganha destaque! Com apoio da Darkside, a autora está lançando a primeira graphic novel que retrata o contraste social e a vida de milhares refugiados no Oriente Média e na África. Intitulado “Refugiados: A Última Fronteira”, a história em quadrinhos conta o relato de uma favela rodeada de lixo e ratos que perdura com o sonho de chegar ao Reino Unido.  

Combinando as técnicas de reportagem de testemunhas oculares com a arte sequencial, Kate criou uma obra cheia de imagens pungentes, chocantes, irônicas e comoventes. Voluntária no campo de refugiados de Calais, a quadrinista viu de perto o horror e sofrimento de milhares de pessoas que precisaram abandonar tudo aquilo que conheciam para buscar um novo lar.

Onde assistir “Verão em Rildas”


O longa de Daniel Caetano só pode ser assistido na cidade de São Paulo, mas em breve deve ser disponibilizado em VoD. “Verão em Rildas” está em cartaz em uma sala do shopping Frei Caneca.

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