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União Europeia aprova saída do Reino Unido do bloco

Os líderes da União Europeia (EU) aprovaram, neste domingo (25), o acordo que pede pela saída do Reino Unido do bloco. O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

Na reunião, estavam presentes os chefes dos 27 países da União Europeia, que deram sinal verde ao avanço do texto de 585 páginas e 185 artigos. 'Os 27 respaldaram o acordo de saída e a declaração política sobre as futuras relações entre a UE e o Reino Unido', escreveu Tusk em sua conta no Twitter.

A aprovação aconteceu mais de dois anos depois da votação que decidiu que os britânicos se separariam do bloco, em 2016.

Apesar da sinalização favorável à saída do Reino Unido da UE, a aprovação do acordo pode ser considerada apenas o início do processo de separação.

O texto ainda precisa do consentimento dos parlamentos dos 27 países, incluindo o próprio parlamento britânico, onde muitos líderes se mostram contrários ao acordo. Além disso, é necessária a aprovação dos 27 ministros no Conselho da União Europeia por maioria qualificada reforçada, ou seja, que pelo menos 72% dos países votem a favor e que esses votantes representem, juntos, pelo menos 65% da população da UE.

Também durante a reunião, os líderes aprovaram os termos em que pedem às entidades que integram o bloco que sejam dados “os passos necessários” para garantir que o acorde de saída entre em vigor no dia 30 de março de 2019 – primeiro dia no qual o Reino Unido não fará mais parte da União Europeia.

'O enfoque da União Europeia se mantém definido pelas posições e princípios gerais estabelecidos nas diretrizes do Conselho Europeu previamente estipuladas', destacaram.

União Europeia aprovou o acordo após ressalvas da Espanha serem atendidas

Os presidentes e primeiros-ministros dos 27 países que compõe o bloco também agradeceram ao negociador da UE, Michel Barnier, por seus “incansáveis esforços” e sua “contribuição para manter a união entre os Estados-membros” durante as negociações do Brexit.

A aprovação foi concedida apenas depois de serem atendidas as ressalvas da Espanha, que ameaçava se opor ao acordo por entender que não haviam garantias jurídicas de que teria a última palavra em qualquer futuro acordo com Gibraltar.

No sábado (24), no entanto, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que votaria a favor do acordo entre a União Europeia e o Reino Unido sobre o Brexit após conseguir uma 'tripla blindagem histórica' sobre Gibraltar, que contém por escrito todas as garantias exigidas pela Espanha.

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