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Supertufão chega às Filipinas com ventos de 285 km/h e ameaça milhões de pessoas

O supertufão Mangkut se aproxima das Filipinas nesta sexta-feira (14), e o país se prepara para enfrentar o fenômeno que ameaça milhões de pessoas. Assim, o governo está trabalhando para evacuar dezenas de milhares de cidadãos na costa antes da chegada do tufão, e também irá enviar soldados para a provisão de emergências nas áreas de risco.

Ainda de acordo com a CNN, o Mangkut será mais forte que furacão Florence, que atinge os Estados Unidos nesta sexta, é esperado para chegar às Filipinas neste sábado (15), primeiramente pela ilha de Luzon. Os ventos desse tufão poderão chegar a 285 quilômetros por hora (km/h).

A tempestade massiva – equivalente a um furacão de categoria 5 – já gerou alertas por toda a costa leste e sudeste da Ásia. Outra tempestade, o tufão Barijat, também atinge a região.

Antes de chegar ao território filipino, o supertufão Mangkhut já atingiu as ilhas Marshall e Guam, no Pacífico, causando inundações e perda de energia generalizada. Partes de Guam continuavam sem energia na manhã desta sexta-feira.

Nas Filipinas, a grande tempestade alimenta temores de que possa causar tanto dano quanto o tufão Haiyan, que, em 2013, devastou vasta área do país, matando mais de seis mil pessoas. “Estamos nos preparando para o pior aqui”, disse Lanelyn Carrillo, porta-voz da organização humanitária “World Vision” à CNN. “Há uma sensação generalizada de medo de que possamos enfrentar uma tempestade tão ruim quanto Haiyan ou Haima”.

O norte de Luzon também foi devastado em 2016 pelo supertufão Haima – conhecido localmente como Lawin – que deixou ao menos 14 mil casas destruídas e 50 mil danificadas, segundo a rede CNN das Filipinas.

Como país se prepara para enfrentar o tufão

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, realizou uma reunião nessa quinta-feira do Conselho Nacional de Redução e Gestão de Risco de Desastres (NDRRMC, na sigla em inglês), onde foi decidido colocar em prática procedimentos extras de emergência antes da tempestade.

O conselho prevê que ao menos 4,2 milhões de pessoas, em um raio de 125 quilômetros do centro do tufão, estarão expostas à tempestade. Desse modo, alimentos embalados e outros itens de alívio foram posicionados em áreas mais críticas.

Organizações e equipes do governo trabalham nessa prevenção. Segundo porta-voz de uma das instituições envolvidas, as autoridades já cancelaram aulas e fecharam escritórios do governo, além de orientar unidades da “linha de frente”, como o Corpo de Bombeiros, hospitais e delegacias de polícia.


O Exército disse que enviou homens ao norte de Luzon para ajudar comunidades atingidas pelo Mangkhut. De acordo com o general Emmanuel Salamat, comandante das forças de Luzon Norte, cerca de dois mil soldados foram enviados para ajudar nas evacuações em Cagayan e Isabela, que devem ser as áreas mais atingidas.

As evacuações são voluntárias, afirmou Salamat, que ainda acrescentou: “É uma evacuação altamente incentivada. Alguns civis ainda estão lá. Estamos incentivando a evacuação de áreas ameaçadas, especialmente na costa”.

O governador de Isabela, Bojie Dy, disse que 1.542 famílias (5.429 pessoas) foram evacuadas das áreas costeiras de sua província.

Pelo menos 134 voos foram cancelados em todo o país, e a Guarda Costeira informou que mais de quatro mil pessoas ficaram “presas” por causa das interrupções de balsas no arquipélago.

A Cruz Vermelha disse que dispôs equipes no mais alto nível de alerta em toda a ilha, destacando que ventos fortes e chuvas torrenciais causados pelo tufão poderoso podem trazer danos generalizados às ilhas e áreas costeiras de Luzon.

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