Solange Almeida diz que 'empoderamento' motivou saída do Aviões: 'Era vista por roupa e cabelo'


Uma analogia com o rock para os não iniciados, a saída de Solange Almeida do Aviões do Forró, em março deste ano, foi como se Meg White deixasse os White Stripes um pouquinho depois do auge, no início dos anos 2000. Sol não toca bateria e passa bem longe da timidez de Meg, mas também se tornou musa da renovação de um gênero, ao liderar ao lado de Xand uma das mais populares bandas de forró do país.

O baque para os fãs representou também uma espécie de libertação para a cantora, que segue em carreira solo e acaba de lançar o DVD “Sentimento de mulher”. Ao G1, ela conta que lhe "incomodava muito" o seu nome ser quase sempre relacionado a "decote, roupa ou grife, raramente música". Sol explica - em terceira pessoa:

"A Solange, antes, era muito vista pela roupa que usava, o cabelo ou a maquiagem. Quero que as pessoas enxerguem a Solange cantora, musicista, intérprete, compositora."


O "empoderamento feminino" também a motivou a deixar o grupo, ela diz, se referindo ao bom momento das mulheres na música, principalmente no sertanejo. "Tinha uma cobrança muito grande das cantoras do Nordeste, principalmente do forró, que diziam: 'Você precisa voar sozinha para puxar as outras'. E eu tinha um certo receio disso. Hoje sou muito elogiada pela decisão de recomeçar. E recomeçaria tudo de novo."

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