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Reforma da Previdência pode elevar PIB brasileiro, aponta FGV


A reforma da Previdência pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019. As projeções são do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e foram divulgadas nesta terça-feira (12).

De acordo com o economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central (BC) e que atualmente coordena o Centro de Economia Mundial da FGV, estima-se que o PIB do País alcance crescimento de 3% ou mais com a reforma da Previdência. Atualmente, segundo a última projeção do Boletim Focus, divulgada na segunda-feira (11), espera-se que a economia brasileira feche o ano com crescimento de 2,5%.

Também de acordo com as previsões da FGV, a reforma deve atrair investimentos do exterior de cerca de US$ 100 bilhões. Com isso, Langoni acredita que o novo projeto  trará crescimento para o País, além de equilíbrio fiscal. “O impacto é imediato ainda que o efeito da reforma seja diluído no tempo', explica. 'O efeito principal da reforma da Previdência é mudar a percepção do risco do País”, completou, dizendo que “a reforma é um gatilho para uma agenda de reformas”.

Segundo o economista, a mudança nas regras da aposentadoria deve reduzir em R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão dos gastos públicos nos próximos dez anos. Na segunda-feira (11), o ministro da Economia, Paulo Guedes, também falou em economia de R$ 1 trilhão em dez anos em entrevista ao jornal Financial Times.

Guedes também disse que, assim que apresentada a reforma - que tem previsão de ser mostrada ao Congresso Nacional nas próximas semanas -, ele espera que seja aprovada 'dentro de cinco meses.'

Especialistas avaliam impactos da provável reforma da Previdência


Para o diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo Souza Jr., a realização da reforma é importante, já que “ninguém quer investir em um lugar que vai ter uma crise.' Ele ressaltou que 'isso [a situação fiscal do Brasil] gera uma incerteza muito grande em relação ao país e à capacidade do governo de honrar os seus compromissos. Isso atrapalha a vinda de investimentos e atrapalha a construção de um ambiente que seja atrativo.'

Giulia Coelho, economista da 4E consultoria, concorda: 'No primeiro momento, o maior impacto da reforma da Previdência é restaurar a confiança dos agentes na economia. Dessa forma, retomar investimentos, retomar a dinâmica do mercado de trabalho, as contratações. Isso, por si só, ajuda a economia ganhar uma tração', afirmou. De acordo com ela, 'qualquer investidor estrangeiro vai tomar a decisão de aplicar o dinheiro no país, se ele acreditar que a economia vai crescer de forma sustentável.'

Apesar de concordar com a necessidade da reforma, o professor de economia brasileira Alexandre Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP), reitera que não é o projeto que traz crescimento, e sim o consumo das famílias e os investimentos públicos e privados diante de um contexto internacional favorável. Segundo ele, a expectativa da reforma “gera um movimento que beneficia alguns agentes com a valorização do real e da bolsa”, mas esse sentimento é “sem embasamento no crescimento real da economia”.

Ele ressalta que dependendo do tipo de reforma da Previdência aprovada pelo Congresso, há chances de aumentar a probreza e desigualdade socieconômica. Há riscos de tirar poder de compra de segmento da população que poderia dar substância à expansão do PIB', afirma.

*Com informações da Agência Brasil


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