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iFood passa a oferecer seguro de acidente para seus entregadores

Cerca de três meses depois de um entregador perder a vida na capital paulista, o iFood passou a oferecer aos entregadores da Grande São Paulo um seguro de acidente pessoal para entregadores de todos os modais, moto ou bicicletas.  

O seguro será gratuito e em caso de acidentes, as despesas médicas e odontológicas são cobertas. Além disso, uma garantia financeira para a família está incluída. Segundo a empresa, até o final de novembro, o produto estará disponibilizado em todas as 662 cidades onde o iFood opera. 

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O seguro faz parte de um conjunto de ações do foodtech para valorizar “os mais de 72 mil parceiros de entrega que utilizam a plataforma”, segundo a empresa. No pacote, estão cursos profissionalizantes em parceria com o Sesi-SP, um programa de benefícios por ponto, e um portal de informações dirigido para os entregadores.

É empregado ou não é?

Para a especialista em recursos humanos e consultora de carreiras, Janaína Fidelis, as ações do iFood demonstram como as relações de trabalho estão em transformação no país.

'Vivíamos em um sistema trabalhista muito rígido e que a reforma trabalhista veio flexibilizar. Além disso, vivemos a revolução 4.0, e esse cenário trouxe dualidades, como essa, do iFood e outras empresas, como Uber, Cabify”, diz Fidelis.

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Ela ressalta que não existe entre entregadores e iFood uma relação trabalhista convencional, mas também não é entre duas empresas.

“Estamos vendo um movimento de adequação, em que a empresa não vai adotar a legislação trabalhista mas também se preocupa com o que pode acontecer no futuro˜, avalia. Janaína acredita que é possível chegar em uma relação “ganha-ganha” entre parceiros e empresas de tecnologia.

Já o mestre em administração Leonardo Bianchi, alerta que mesmo com regras mais diluídas, a relação entre empresa e entregadores é trabalhista. “Continua sendo uma relação de trabalho, até porque existe a subordinação”, pondera. Para Bianchi se trata de um “subemprego”, gerado pelo alto índice de desemprego do país. 

“Muitos desses fornecedores estão no iFood em função do desemprego. Eles aceitam as condições porque precisam, não se trata de uma opção˜, ressalta.

Outros benefícios


Em São Paulo, o iFood fechou uma parceria de, inicialmente, dois anos, com o SESI-SP. Serão oferecidos cursos de educação à distância desenvolvidos com exclusividade para os entregadores iFood.

“Acreditamos que a educação é uma ferramenta de transformação. Queremos colaborar para profissionalizar a atividade dos entregadores e estimular o empreendedorismo no Brasil”, afirma Roberto Gandolfo, Diretor de Logística do iFood.

O curso será lançado no início do ano e, ao concluir todos os ciclos de aprendizagem, o aluno receberá certificado assinado pelo SESI. 

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Neste mês, a empresa também divulgou o iFood Delivery de Vantagens, um programa de benefícios voltados para os entregadores. Nele, o entregador reúne pontos que pode trocar por produtos e serviços. Entre eles, assistência de saúde, manutenção de motos e bikes, artigos eletrônicos e esportivos, até cursos em faculdades.

A empresa não informa quantos pontos são necessários acumular para ter acesso a cada benefício. O programa envolve três categorias: veículo, família e casa.  “Criamos um sistema de pontos com base no valor das gorjetas recebidas e nas entregas realizadas”, explica Gandolfo.

Para fazer o canal de comunicação com os entregadores, o iFood lançou um portal. Além de informações sobre os novos benefícios, o site traz dicas de segurança, saúde e finanças pessoais.

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