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Grupo religioso causa confusão com torcida do Alianza Lima por posse de estádio

Nesta segunda uma confusão entre torcida e um grupo evangélico chamou a atenção no Paraguai. Durante a madrugada, um grupo da igreja evangélica ‘El Aposento Alto’ ocupou o estacionamento do Estádio Alejandro Villanueva, casa do Club Alianza Lima, dizendo que o terreno pertence a instituição.

Cerca de 300 pessoas usaram escadas para pular o muro, soldaram placas de alumínio no portal de entrada do estádio e passaram tinta branca no nome e símbolo do clube no muro. Rapidamente a confusão foi colocada nas redes sociais e torcedores do time foram convocados para ‘defenderem’ o terreno.

As 09:30 da manhã, armados com paus e tábuas, ambos os grupos se enfrentaram no estacionamento e a polícia foi acionada. Depois de despertar a multidão com gás lacrimogênio, o general Gastón Rodrígues, chefe de polícia de Lima, disse que a situação já estava amenizada “A polícia já recuperou o controle do estádio. Já não há mais membros do grupo evangélico, nem dos barra brava [nome dos movimentos de torcedores organizados espalhados na América Latina]”.

Um evangélico se feriu e dois torcedores foram conduzidos até a delegacia do distrito de La Victoria pelos atos de violência.

O terreno reivindicado pelo grupo religioso tem cerca de 8.000 metros quadrados e está situado dentro do estádio, ao lado das arquibancadas. “Esta é a casa de Deus. Temos toda a documentação em dia, somos os proprietários. Estamos tomando posse”, disse Sandro Balbín que se disse representante do pastor Alberto Santana, líder do grupo.

Balbín revelou que a igreja comprou o terreno em 2016 pela quantia de 600 mil dólares (cerca de R$ 2,49 milhões) e que pretende construir um templo no local. Ele também assegura que os registros estão inscritos no município de La Victoria.

A advogada do Alianza Lima, Liliana Campos, disse que a compra é fraudulenta. Em comunicado oficial, o site do clube admitiu que existem três processos pendentes na justiça pelo terreno. “Embora tenha um termo legal para se resolver, nós respeitamos as instâncias legais porque nos encontramos regularizados com nossa propriedade no ramo judicial, como tem que ser”.

O clube considera que detém a posse da propriedade por ter exercido uso ‘contínuo, pacifico e público’ durante 43 anos. Os invasores do estádio Alejandro Villanueva podem ser denunciados por usurpação agravada, uma ofensa punível com até 12 anos de prisão.

Popularmente conhecido como Matute, o palco da confusão foi construído em 1974 e tem capacidade para 40.000 torcedores. O nome Alejandro Villanueva é uma homenagem a um importante jogador do Alianza Lima.

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