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Gasolina e diesel podem subir até 10% no Brasil após ataques

O ataque às instalações de produção de petróleo na Arábia Saudita no último fim de semana deve ser sentido no bolso do brasileiro.

Isso porque com o preço do barril ultrapassando a cotação de U$ 70, o valor da gasolina e do diesel deve ser alvo de reajustes por parte da Petrobras.

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Na abertura do mercado de Londres nesta segunda-feira (16), a cotação do barrill disparou quase 20% , a quase US$ 72, a maior alta em uma sessão desde a  Guerra do Golfo  em 1991.

De acordo com Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), com a  commodity chegando ao patamar de US$ 70, a gasolina e o diesel podem ter um aumento entre 8% e 10% em seus preços. Além da cotação internacional do petróleo, o preço dos combustíveis ainda é influenciado pelo câmbio.

Petrobrás

'Mas a Petrobras tem de esperar alguns dias ou semanas para ver como ficarão realmente os preços. Nós devemos ver nas próximas semanas um mercado muito volátil com viés de alta no preço do petróleo', explica Pires.

Para o especialista a estatal precisa de serenidade para definir o valor da gasolina no atual mercado 'volátil', diz. 'Tudo seria mais fácil se já tivéssemos criado algum fundo de estabilização dos preços', avalia.

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Para ele, o mercado vai observar qual será a reação da Petrobras em relação à sua política de preços em um momento em que a estatal está em processo de venda de suas refinarias. 'Esse cenário é um desafio para a Petrobras', destaca.

Segundo analistas, o preço do barril do petróleo pode ultrapassar os U$ 80 no curto prazo. O acidente envolvendo a Arábia Saudita vai afetar 5% do fornecimento mundial de petróleo a curto prazo. 

As instalações que foram alvo de ataques no fim de semana são responsáveis por 5,7 milhões de barris por dia. É quase três vezes o total produzido pela Petrobras.

'Por isso, o governo dos Estados Unidos já autorizou o uso de estoques estratégicos para evitar que o preço chegue a US$ 100 por barril. Isso é mais um desafio  para a economia global, até porque haverá um aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã', conclui Pires.

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