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Embraer pretende concluir parceria com a Boeing até o fim do ano

A Embraer pretende concluir a parceria com a Boeing até o final deste ano. Segundo o vice-presidente de Finanças da companhia aérea brasileira, Nelson Salgado, os problemas com a aeronave 737 Max, da companhia americana, não vão interferir no andamento do processo para a criação da joint venture entre as duas companhias.

'Não vemos nenhum impacto na nossa parceria estratégica associado a esses acidentes', disse Salgado, em teleconferência com a imprensa. O modelo 737 Max se envolveu em dois acidentes em seis meses, um na Etiópia, que matou 157 pessoas, e outro na Indonésia, que deixou 189 mortos. Depois disso, diversos países, incluindo o Brasil, proibiram o modelo de operar voos.

Salgado reforçou, ainda, que a parceria com a Boeing vai aumentar as vendas dos aviões comerciais da Embraer e que essas projeções não têm relação com os problemas enfrentados pelo 737 Max.

O executivo afirmou ainda que as duas companhias têm conversado com órgãos de defesa da concorrência em diversas partes do mundo e que, por isso, há a previsão de concluir até dezembro a parceria — em que a Embraer vendeu por US$ 4,2 bilhões uma fatia de 80% de sua divisão de aviões comerciais para a Boeing.

Embraer registra prejuízo

Nesta quarta-feira (15), a Embraer apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2019. Segundo a empresa, foi registrado um prejuízo de R$ 160,8 milhões, ampliando o resultado negativo em 23% (no mesmo período do ano passado, perdas foram de R$ 140,4 milhões). 

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