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Economia desacelera e prévia do PIB aponta queda de 0,68% no primeiro trimestre

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB), teve queda de 0,68% no primeiro trimestre. O número reforça a avaliação de analistas de que a economia brasileira perdeu fôlego ao longo do ano e vai crescer menos em 2019.

Instituições abordadas pelo Boletim Focus, relatório semanal do BC que faz estimativas sobre a economia brasileira, já revisaram para baixo o crescimento do PIB para este ano em 11 semanas consecutivas. Nesta terça-feira (14), o ministro da Economia, Paulo Guedes admitiu, pela primeira vez, que a expansão econômica ficará em torno de 1,5%. O governo trabalhava com índice superior a 2% no ano. 

Segundo o IBC-BR, a atividade econômica recuou 0,28% em março, enquanto analistas estimavam queda de 0,2% no mês. Os principais setores, indústria e serviços, apresentaram queda no mês, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da economia do País. O indicador oficial é o PIB, calculado pelo IBGE, que será divulgado posteriormente, podendo revelar recessão técnica no Brasil entre o quarto trimestre de 2018 e o primeiro trimestre deste ano. A denominação passa por dois trimestres seguidos de retração da economia.

Paulo Guedes reiterou que, para crescer, é preciso aprovar as reformas, especialmente a da Previdência, que, segundo ele, trará sustentabilidade fiscal ao País. Projeções do governo e do mercado financeiro parecem alinhadas no quinto mês do ano, indicando pessimismo em relação ao crescimento da economia, já que as expectativas foram de cerca de 2,5% a apenas 1,5% do PIB.

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