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Deyverson: o herói improvável que decidiu o clássico paulista do final de semana

Deyverson ouviu risadas desde que foi contratado. Viu seu nome ser motivo de piada a cada bola na canela que protagonizou. Errou passes, lançamentos e finalizações. Sempre mostrou pouquíssima qualidade. Era o queridinho de Cuca, mas ninguém entendia. Era colocado por Roger Machado. O torcedor palmeirense - o mesmo que não deseja o fraco Roger Machado nem para o pior inimigo - se irritou demais com o centroavante de não sei quantos milhões de reais e de tantos mil erros graves de técnica. E, mesmo assim, Deyverson permaneceu sorrindo.

Sorrindo quando tomou cartão. Sorrindo quando errou o drible. Sorrindo quando escorregou. Quando substituído, nas redes sociais, quando perdeu e em todos os lugares e lances. Enquanto via seu torcedor com raiva, Deyverson jamais mudou a fisionomia. Pouco mostrava de diferente dentro das quatro linhas ou no escrete palmeirense. Não tinha reação diferente nas derrotas. O sorriso de Deyverson, por outro lado, fez o atacante ser muito querido no elenco. Em seus gols, repare: não há quem não saia correndo para abraçar o limitado jogador do Verdão. É o chamado bom de grupo. Como foi Kazim, por exemplo, no Corinthians.