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Copom vê inflação "confortável", mas ainda com risco de alta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) informou, por meio da ata de sua última reunião, quando a taxa Selic foi mantida estável na mínima histórica de 6,5% ao ano, que a inflação encontra-se em níveis 'apropriados ou confortáveis', mas ainda apresenta risco de alta.

O Banco Central alerta que a 'consolidação desse cenário no médio e longo prazos', de convergência dos resultados da inflação com as metas estabelecidas pelo governo para os próximos anos 'depende do andamento das reformas e ajustes necessários na economia brasileira', avalia o Comitê.

'O Copom reitera sua visão de que a continuidade do processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para a queda da sua taxa de juros estrutural, cujas estimativas serão continuamente reavaliadas pelo Comitê', acrescentou o documento, que cita ainda haver risco de alta da inflação, sobretudo em caso de as reformas esperadas pelo mercado financeiro, com destaque para a da Previdência, não serem aprovadas.

A ata avalia que a trajetória é consistente com as expectativas, e relembra que o mercado prevê alta de juros em 2020. Para este ano, a taxa Selic, que representa os juros básicos da economia, foram mantidos em 6,5%. A principal função do indicador é buscar cumprir a meta de inflação estabelecida pelo próprio BC. Para 2019, a meta central de inflação é de 4,25%, com intervalo de tolerãncia entre 2,75% e 5,75%. Para o ano que vem, entre 2,5% e 5,5%, com centro estipulado em 4%.

A previsão é de que a taxa Selic apresente alta até atingir 8% ao ano no fim de 2020, e o Copom estima que a inflação deverá ficar em 3,87% (3,9%) em 2019 e 3,8% em 2020, ou seja, dentro das metas de inflação estabelecidas.

Risco de inflação alta ainda é relevante

Segundo o documento divulgado pelo Copom, 'os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos', ou seja, segundo a avaliação do principal órgão da política monetária nacional, o momento econômico, apesar de apresentar sinais de otimismo, ainda é marcado pelas incertezas.

A explicação, no entanto, é internacional. A possível desaceleração econômica global faz com que o Banco Central seja cauteloso com as projeções e alerte para a alta inflacionária no Brasil. A instituição avalia que o mercado já reage às possibilidades de desaceleração da economia norte-americana ou a manutenção do vigor exibido nos Estados Unidos.

'Esses dois cenários têm implicações opostas para o rumo da política monetária do Fed [o Banco Central norte-americano]. Os membros do Copom concluíram que, ao menos até a definição de qual dos cenários é o mais provável, os riscos associados à normalização da política monetária nos EUA se reduziram', concluiu o Copom.

'O Comitê apontou ainda que incertezas, como por exemplo aquelas associadas à continuidade da expansão do comércio internacional e ao Brexit, podem contribuir para um menor crescimento global', informou a ata.

A alta da inflação no Brasil, segundo o conteúdo da reunião do Copom, depende em grande parte do cenário interno, ou seja, da aprovação das reformas aguardadas pelo mercado, mas também pelo cenário internacional.

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